Diferenças entre ameaças evasivas e invasivas

Antes de saber se você ou sua empresa correm o risco de sofrer uma ameaça evasiva ou invasiva é importante detectar, corretamente, o que é uma “ameaça” na área de TI.

Muitas pessoas ainda confundem o termo com vulnerabilidade e risco e, apesar de serem complementares, cada nome tem um propósito diferente.

Quando se trata da segurança da informação, ameaça é a possibilidade de um agente qualquer, tanto externo quanto interno, explorar de maneira acidental ou proposital uma vulnerabilidade específica.

Já a vulnerabilidade representa uma falha ou fraqueza do sistema, que pode vir de uma implementação incorreta ou falta de controles internos, que aumenta a possibilidade de ocorrência de ameaças à segurança da informação.

Por fim, o risco é a fonte da ameaça que torna iminente uma consequência que ligue a ameaça à vulnerabilidade, como mal funcionamento do sistema, roubo de informações ou incidentes naturais. Tudo o que pode, realmente, comprometer a segurança dos dados é, de fato, um risco.

Resumindo, a ameaça está no começo dessa cadeia de eventos que pode ser desastrosa para a área da tecnologia da informação de uma empresa.

É, preciso, então, reduzir ao máximo a chance de ela acontecer.

Mas, antes de tomar atitudes quanto a isso, é preciso dar mais um passo na descoberta dos conceitos de TI que podem salvar ou afundar sua estratégia de segurança: saber o que é uma ameaça evasiva e o que é uma ameaça invasiva.

Diferenças entre ameaças evasivas e invasivas

No dicionário, “evasivo” pode ser considerado um argumento extremamente vago, quando não se quer responder a alguma pergunta, subterfúgio ou desculpa, enquanto invasivo é aquilo que pode se infiltrar em algo e se propagar com facilidade.

Na área de TI o conceito é o mesmo, mas pede um olhar diferente: a ameaça evasiva é uma forma criativa que os hackers usam para escapar de alguma detecção de invasão do sistema, sempre que encontram qualquer mínima falha em sua segurança.

Através das técnicas evasivas das quais eles se utilizam, é muito provável que todo um sistema fique facilmente vulnerável em todos os seus níveis de estrutura.

Uma das mais comuns é modificar o malware ou usar formas alternativas de evitar que firewalls, gateways ou sistemas preventivos detectem a tentativa de intrusão.

Para se ter uma ideia do tamanho do problema, especialistas estimam que exista cerca de 800 milhões de combinações viáveis de evasão.

Conter a ameaça evasiva, nesse caso, é um papel dos responsáveis pela segurança corporativa de TI.

Já a invasão não deixa a menor dúvida de sua ocorrência em tempo real: é possível perceber, de maneira clara, que um sistema foi invadido e está sendo explorado.

A maneira mais fácil de detectar a infiltração é entender a necessidade do invasor: geralmente, quem ataca o sistema criptografa dados e pede um resgate para que o dono do sistema possa ter suas informações de volta.

Dessa forma, os ransomwares são ótimos exemplos de ameaças invasivas.

como funciona um ransomware

Como prevenir ameaças evasivas e invasivas?

Se por um lado existem diversas combinações possíveis de ameaças invasivas e evasivas, por outro muitas tecnologias podem ajudar os responsáveis por um sistema por torná-las mais claras.

Algumas delas são capazes de monitorar o comportamento de códigos e compartilhar informações de segurança em tempo real, avaliando os níveis de ameaça e entendendo se elas podem se tornar, rapidamente, um risco à segurança da TI.

Para prevenir dores de cabeça como essas, fique sempre atento a esses pontos críticos de segurança:

  • Segurança da informação

Tenha uma política de segurança bem planejada, que esteja de acordo com as necessidades específicas de cada negócio. Ela deve abranger toda a rede computacional, ter controle de acesso e soluções de proteção tanto quanto ameaças invasivas quanto evasivas.

  • Backup

Se a empresa não faz backup de informações, está sujeita a ter prejuízos inestimáveis frente a surpresas desagradáveis. Mesmo que a ameaça não venha de um hacker, ela pode vir de um acidente como queda de energia brusca, incêndio ou assalto.

Por isso, é de suma importância manter backups que não estejam, necessariamente, na estrutura física: um backup em nuvem é a melhor forma de fazer uma cópia de dados em local seguro, com criptografia própria e acessos monitorados, sem contar com a possibilidade de economia de recursos para a área de TI.

  • Suporte aos serviços

A gestão dos sistemas utilizados em uma empresa, tais como serviço de e-mail, servidores, data center, deve ir além do simples cuidado com a máquina que processa as aplicações da companhia.

É preciso contar com uma rede de suporte ativa e disponível para suportar o funcionamento de toda a estrutura, envolvendo seu monitoramento, homologações, migrações, possíveis manutenções e atualização das ferramentas de automação necessárias.

Com o suporte correto, as informações estarão bem mais seguras em relação a ameaças invasivas ou evasivas. E, em um ambiente com mínimas ameaças, o investimento contra o risco também tende a diminuir bastante.

Para saber como colocar essas medidas em prática, converse agora mesmo com um profissional da Sinestec.

Através de suas informações, conseguimos avaliar com mais assertividade quais são as medidas mais eficientes, para o seu caso, na hora de ter mais controle sobre as ameaças evasivas e invasivas.

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